terça-feira, 5 de dezembro de 2017

DIA  DA BÍBLIA

no 2º domingo, de dezembro, é comemorado o dia da Bíblia. Esta data é uma excelente ocasião para avaliarmos qual a importância que damos a Palavra de Deus em nossas vidas, qual a influência que permitimos que ela exerça no nosso dia a dia, em nosso comportamento e em nossas decisões. Alguns lidam com a Bíblia como lidam com um amuleto de sorte, a deixam aberta em um texto que profere bênçãos, normalmente o Salmo 91 e com esta atitude esperam que todas aquelas palavras se cumpram de forma mágica em suas vidas. Precisamos entender que a benção está em praticar a Palavra (Mt. 7.24-25) e não usá-la como um amuleto da sorte ou mesmo recitar seus textos como palavras mágicas, sem nenhuma intenção de colocar imediatamente em prática o que contém em suas páginas. Os praticantes desta Palavra irão usufruir de suas bênçãos e estarão sempre de pé, mesmo em tempos de crise, estes são como casas firmadas na rocha. O convite é para sermos praticantes e não apenas ouvintes. “Mas o homem que observa atentamente a lei perfeita que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei, não esquecendo o que ouviu mas praticando o, será feliz naquilo que fizer”. (Tiago 1:25) Outros usam a Palavra de Deus como instrumento de consulta instantânea, buscando respostas bem objetivas, um sim ou um não, para alguma decisão urgente que precisam tomar. Assim, sem nenhuma preocupação com o contexto, abrem as Escrituras, apontam o dedo aleatoriamente para algum versículo e tomam aquele texto como uma resposta de Deus para a questão proposta. Sobre isto precisamos lembrar que as maiores heresias foram tiradas da própria Bíblia, usando textos isolados, extraídos violentamente do seu contexto. O contato diário com a Bíblia como um todo, a intimidade adquirida ao longo do tempo com esta santa Palavra, sem dúvida nenhuma, irá nos orientar em todas as questões da vida, mas ela não pode ser lida como o horóscopo do dia. “Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho”. (Salmos 119:105). “Guardei no coração a tua palavra para não pecar contra ti”. (Salmos 119.11) Imagino que nunca tivemos tanto acesso a Bíblia e ao mesmo tempo ela nunca foi tão esquecida. Existem Bíblias na internet, nos celulares, em áudio, em diversas versões, Bíblia do Bebê, da Mulher, do Homem, mas apesar de todas estas facilidades, especialmente em um país livre como o nosso, não damos a devida importância a esta poderosa Palavra, não separamos um tempo tranquilo para ler, meditar, aprender, ouvir Deus falar. Certamente este é um dos principais motivos de muitas derrotas pessoais e ao mesmo tempo da baixa qualidade de crentes que vemos hoje por todos os lados em nossa nação. “Meu povo foi destruído por falta  de conhecimento” Oséias 4:6a) Que possamos aproveitar muito bem este dia em que é comemorado o dia da Bíblia, para voltarmos a ela com paixão e ardor, deixar que sua poderosa mensagem influencie todas as áreas das nossas vidas e nos dispor a pratica-la imediatamente a cada direção que Deus nos der através desta Santa Palavra. Algumas coisas só são geradas em nós através da busca sincera pela Palavra de Deus, não há atalhos para isto. A Palavra gera fé: “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus”. (Romanos 10.17). Gera vida: “as palavras que eu vos disse são espírito e vida”. (João 6:63b). Nos santifica: “Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade”. (João 17.17). Ela é eterna: “Mas a palavra do Senhor permanece para sempre”. (1 Pedro 1:25). Leia esta Palavra, medite nela de dia e de noite, pratique em todo o tempo, você não irá se arrepender. “Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam”. (Lucas 11.28)


NATAL




Natal é prostrar-se diante da ação misteriosa e inescrutável da trindade. Natal é prostrar-se diante do mistério da encarnação do próprio Deus, Natal é adorar o Deus Triúno pelo sublime plano da Salvação que vem da Cruz, Natal é adorar o Rei dos reis e Senhor dos senhores, diante do qual todo o joelho se dobrará. Mais do que um feliz Natal desejo um Natal cheio de adoração ao Deus Triúno


quinta-feira, 23 de novembro de 2017

DIA DE AÇÕES DE GRAÇA

 
Apresentemo-nos diante dele com ações de graças, e celebremo-lo com salmos de louvor. Porque o Senhor é Deus grande, e Rei grande acima de todos os deuses.
 Salmo 95:2-3
há muitos motivos para agradecer a Deus. Ele é tão bondoso, tão misericordioso para conosco. E nos abençoa. E supre as nossas necessidades. E nos protege. E nos guarda, a nós e aos nossos. E encaminha a solução dos problemas antes que os percebamos. E ouve as nossas súplicas. E se compadece de nós. E não olha para a nossa imperfeição. E suas bênçãos, felizmente, nem são proporcionais ao nosso merecimento. Antes, excedem e vão além do que ousaríamos pedir ou esperar.
Por isso, seja o nosso primeiro motivo de gratidão o seu amor, o seu imenso amor para conosco.
Agradeçamos a Deus com alegria, pela segurança de que Ele é o nosso refúgio e fortaleza. O Senhor, que tudo criou, está perto, está próximo, está presente, ao alcance dos seus filhos e filhas. E é por nós. Louvemos ao Senhor, neste e em todos os dias de nossa vida, porque O Senhor é bom e a sua misericórdia dura para sempre.”
Que este Dia Nacional de Ação de Graças seja para nós um dia para reconhecermos as bênçãos de Deus e para agradecermos a Ele por todas essas bênçãos.
“Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”. (1 Tessalonicenses 5:18)

terça-feira, 24 de outubro de 2017


Lições da Reforma Protestante

31 de outubro é comemorado como o aniversário da Reforma Protestante. Nesse dia, no ano de 1517, o monge alemão e professor universitário Martinho Lutero fixou suas 95 proposições (teses) nas portas da Catedral da cidade de Winttemberg. Aquele ato, bem como o conteúdo daquele documento, originou o movimento conhecido como a Reforma Religiosa do Século 16. Esse movimento é considerado como o mais importante ato de Deus em prol da revitalização de sua Igreja desde o período apostólico.
A participação de Lutero foi decisiva para o início e primeiros avanços da Reforma Protestante, mas o movimento continuou a desenvolver-se mesmo depois de sua morte. Na galeria dos reformadores encontramos homens como João Calvino, Ulrico Zuínglio, Martin Buccer e tantos outros que abraçaram a causa da Reforma. Todavia, para se compreender corretamente a importância daquele movimento e sua relevância para hoje é necessário considerar a sua necessidade e verdadeira natureza.
A necessidade da Reforma
A Reforma Protestante se fez especialmente necessária devido à corrupção do cristianismo ao longo dos séculos. Aquele era um contexto distanciado da Palavra de Deus. A esse respeito o teólogo Alister McGrath descreve o cristianismo ensinado e praticado naquele período como uma forma de “cristopaganismo”. Segundo ele, a religião cristã daquela época era caracterizada por cinco aspectos:
  1. Uma verdadeira confusão doutrinária. As pessoas não estavam certas do que criam e nem porque criam. Aquela foi uma época de grandes incertezas, misticismo e intensa confusão;
  2. Uma liderança ignorante. O clero era alvo de chacotas devido à sua notável ignorância. Não havia verdadeiro ensino das Escrituras e as superstições dominavam;
  3. Superficialidade religiosa. O compromisso e a apropriação pessoal do evangelho eram raridades. Aqueles que se mostravam zelosos nessa área eram julgados hereges, inclusive alguns sendo queimados na fogueira (ex. João Huss);
  4. Acentuada separação entre o clero e o laicato. Os leigos eram desprezados, não sendo vistos como membros da Igreja, além de serem explorados e maltratados pela Igreja. Somente o clero e os ricos eram valorizados;
  5. A superstição religiosa. A ignorância religiosa resultava em ansiedade e, consequentemente, as pessoas se “agarravam” a qualquer apelo supersticioso. Como resultado, a igreja daquela época realmente se parecia mais com uma instituição pagã do que com o cristianismo bíblico
Nesse contexto, a venda das indulgências (a venda da promessa de perdão) foi apenas um meio pelo qual o erro doutrinário da igreja se tornou claro para Martinho Lutero. Em sua tese de número 27, ele denunciou aquela prática ao afirmar: “Pregam futilidades humanas quantos alegam que no momento em que a moeda soa ao cair na caixa a alma se vai do purgatório”.
A natureza da Reforma
O cerne da Reforma Protestante era de natureza teológica, pois a grande questão debatida naquela época dizia respeito ao perdão dos pecados. A pergunta que clamava por resposta era: como os pecados são perdoados e como alguém pode ser salvo? O catolicismo romano defendia que cada pessoa deve salvar a si mesma. Por outro lado, os reformadores defendiam que a salvação é pela fé somente (Rm 1.17). Eles enfatizaram a verdade bíblica que “o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Rm 3.28).
Com o passar do tempo os reformadores resumiram o seu ensino em cinco tópicos, cada um deles ressaltando o Evangelho da graça de Deus:
  1. A salvação é somente pela graça (Sola gratia). Nada que o homem realiza pode resultar em méritos para a sua salvação. Todas as pessoas estão culpadas e condenadas por seus próprios atos, pois “todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam” (Is 64.6);
  2. O sacrifício de Jesus Cristo foi perfeito e suficiente para a redenção do pecador (Solus Christus). A ressurreição de Cristo foi uma prova de que o Pai aceitou o seu sacrifício por quem ele morreu, pois a Bíblia afirma: “Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus” (Hb 9.24). Por causa de sua morte, nenhuma dívida permanece para ser paga pelos seus discípulos;
  3. Somente pela fé o cristão pode desfrutar das bênçãos da salvação concedidas por Cristo (Sola fide). O justo vive pela fé e continua crendo nas promessas feitas por Deus e registradas em sua Palavra. A condição para a salvação continua sendo: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa” (Atos 16.31);
  4. O propósito da existência humana é viver em comunhão com Deus e para a sua glória (Soli deo gloria). Sem a comunhão com Deus a existência humana se torna desesperadora, vazia e desprovida de significado. Deus criou o ser humano à sua imagem e para a sua glória, e o coração humano só encontra descanso quando descansado em Deus.
  5. Somente a Bíblia possui autoridade final sobre os cristãos (Sola Scriptura). O fundamento da Reforma Protestante foi o seu compromisso com a autoridade da Palavra de Deus. Enquanto os religiosos da época defendiam a autoridade da hierarquia da igreja, do papa e dos sacerdotes, os reformadores defendeream a centralidade das Escrituras na vida cristã.
Esses tópicos doutrinários enfatizados pelos reformadores se tornaram conhecidos como “os solas” da Reforma. Eles representam a síntese daquilo que os reformadores reivindicavam.
O significado da Reforma para os dias atuais
As verdades defendidas pelos reformadores possuem aplicação direta para a igreja em todas as eras. O evangelho não muda de uma época para outra; ele nunca fica desatualizado e nunca haverá uma mensagem que destituirá o evangelho de sua importância. A Reforma foi mais do que um mero evento histórico, ela possui uma mensagem relevante para os dias atuais.
Em primeiro lugar, a Reforma ensina que a vitalidade da fé cristã está intimamente conectada com a redescoberta da riqueza do evangelho. Os reformadores foram tomados pela alegria da mensagem do evangelho e sua aplicação à vida diária, pois o evangelho deve afetar toda a vida do cristão e não apenas a devoção religiosa.
Também, a Reforma testifica sobre importância do estudo diário da Palavra de Deus. A Bíblia para os reformadores deixou de ser apenas um “livro de referência religiosa” e passou a ser interpretada pelo que ela realmente é: a Palavra escrita de Deus a dirigir e orientar o cristão nesse mundo. A negligência do estudo diário da Palavra resulta em confusão e retardamento no processo de santificação.
Além do mais, ao estudar sobre a Reforma o cristão contemporâneo pode aprender sobre a necessidade do trabalho cristão para o seu desenvolvimento espiritual. Isso é especialmente observado na maneira como os reformadores empregaram a “força leiga” na pregação do evangelho. Eles não confinaram essa atividade apenas ao clero, mas cada cristão se tornou um missionário das boas novas do reino de Deus. A Reforma é um testemunho claro da importância da participação de cada cristão em prol do avanço do Reino.
Por último, a Reforma ensinou que Deus está sempre interessado e comprometido com a igreja. Ele sempre intervém em benefício da revitalização do seu povo e nunca abandona aqueles que nele confiam. Essas lições continuam sendo preciosas para nossas vidas nos dias atuais.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Uma Igreja que se preocupa com as crianças!

Uma Igreja que se preocupa com as crianças é uma igreja que se importa com o seu presente e que se preocupa com o seu futuro. As crianças são o futuro da Igreja, sim; mas também são o presente da Igreja. Elas adornam, animam e são parte viva do Corpo de Cristo. O louvor da boca dos pequeninos é maravilhoso! Os testemunhos muitas vezes trazem o pai, a mãe e não raramente toda a família para Jesus e para a Comunidade do Povo de Deus!
É o que ensinamos hoje às nossas crianças com nossas palavras e sobretudo com nossa conduta e testemunho, que vai marcar que tipo de pessoa, cristão e igrejas elas serão. O futuro se constrói agora. E pelo nosso trabalho e cuidado com nossas crianças podemos ter uma ideia do tipo de igreja que somos e do tipo que seremos amanhã.
Por isso é muito importante que nossa Igreja cuide ainda mais de nossas crianças. Cuidar, amando; cuidar, acolhendo; cuidar, educando; cuidar, disciplinando e corrigindo cuidar, estimulando e apoiando. Ser as Mãos de Deus que orientam o crescimento delas em estatura, sabedoria e graça Divina.

Agindo em favor das crianças e também de sua família, estaremos realmente trabalhando em favor da extensão do Reino de Deus. Assumindo a causa das crianças estaremos trabalhando em favor de um mundo melhor, em favor da própria Igreja; estaremos, enfim, assumindo e trabalhando em prol do Reino de Deus, a causa de Cristo.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017





“Deus é mais glorificado em nós quando estamos mais satisfeitos nEle.” 
(John Piper)